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ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 21Cirurgia GeralMelanoma malignoMediaUm homem de 64 anos de idade, saudável, agricultor, apresenta-se no consultório com uma lesão cutânea que ele notou há cerca de 6 meses. A lesão está localizada no dorso da mão direita e tem crescido lentamente. O paciente relata que a área está um pouco dolorosa e pruriginosa. Ao exame físico, observa-se uma lesão de 1,2 cm de diâmetro, de cor acastanhada, bordas irregulares, e com algumas áreas de ulceração, e há linfadenomegalia palpável na axila. Com base na descrição clínica e no exame físico, as melhores propostas diagnóstica e terapêutica para esse paciente são, respectivamente:
- A)carcinoma basocelular; tratamento com crioterapia;
- B)queratoacantoma; tratamento com antibioticoterapia;
- C)dermatofibroma; tratamento com observação e seguimento;
- D)carcinoma espinocelular; tratamento com eletrocoagulação e curetagem;
- E)melanoma maligno; tratamento com excisão cirúrgica ampla e avaliação do linfonodo. Acesso Direto
ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 22Cirurgia GeralCarcinoma espinocelular de línguaFacilUm homem de 47 anos de idade, fumante há 30 anos e com histórico de consumo de bebidas alcoólicas destiladas, apresenta uma úlcera dolorosa na língua há 3 meses. Relata que a lesão não cicatriza e está aumentando de tamanho. Além disso, nota dificuldade para engolir e dor referida no ouvido. Ao exame físico, observa-se uma úlcera irregular na borda lateral da língua, com margens endurecidas e base infiltrada. Não há linfonodos cervicais palpáveis. O diagnóstico provável e o tratamento inicial mais adequado para esse paciente são, respectivamente:
- A)adenoma; ressecção com anestesia local;
- B)candidíase oral; iniciar tratamento antifúngico tópico;
- C)ulceração traumática; recomendações de higiene oral rigorosa e acompanhamento;
- D)líquen plano oral; encaminhar para biópsia e tratamento com corticosteroides tópicos;
- E)carcinoma espinocelular; biópsia da lesão, estadiamento e tratamento cirúrgico.
ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 23Cirurgia GeralTrauma esplênico - falha do tratamento conservadorFacilUm adolescente de 16 anos foi admitido no pronto-socorro após queda de motocicleta. Ele estava lúcido e com sinais vitais estáveis. Realizou-se uma tomografia computadorizada do abdômen, que mostrou uma laceração esplênica grau II. Optou-se por um tratamento conservador inicial com monitoramento em unidade de terapia intensiva. Após 24 horas de internação, o paciente apresentou uma queda súbita na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e sinais de irritação peritoneal. Uma nova TC de abdômen mostrou aumento significativo do hemoperitônio e sinais de ruptura esplênica adicional. Diante desse quadro, a conduta mais apropriada para esse paciente é:
- A)indicar a cirurgia de Warren;
- B)realizar uma embolização seletiva da artéria esplênica;
- C)transferi-lo para a sala de cirurgia para uma esplenectomia de emergência;
- D)continuar com o manejo conservador e aumentar a frequência de monitoramento hemodinâmico;
- E)administrar fluidos intravenosos e realizar a transfusão sanguínea, mantendo o paciente sob observação.
ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 24Cirurgia GeralFórmula de Parkland - reposição em queimadosFacilPedro Paulo, um homem de 41 anos, foi admitido no pronto-socorro após sofrer queimaduras extensas em um incêndio no seu local de trabalho. Ele apresentava queimaduras de segundo grau que cobriam aproximadamente 45% de sua superfície corporal total (SCT). O paciente pesava 70 kg e estava consciente e lúcido, mas sentia dor intensa e desconforto. Os sinais vitais eram: frequência cardíaca: 120 bpm; pressão arterial de 100/60 mmHg; frequência respiratória de 24 ipm e saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Seu médico decidiu iniciar a reanimação hídrica imediatamente. A melhor abordagem inicial para a reanimação hídrica de Pedro Paulo é:
- A)administrar 2 ml/kg/%SCT de solução de Ringer Lactato nas primeiras 24 horas, dividindo o volume total igualmente ao longo do período;
- B)administrar 8 ml/kg/%SCT de solução cristaloide de NaCl a 0,9% nas primeiras 24 horas, com um ajuste para cada %SCT adicional acima de 50%;
- C)administrar 6 ml/kg/%SCT de solução de Ringer Lactato nas primeiras 24 horas, com um ajuste de 10% para cada grau adicional de queimadura acima do segundo grau;
- D)administrar 4 ml/kg/%SCT de solução de Ringer Lactato nas primeiras 24 horas, dividindo o volume total em duas metades: uma nas primeiras 8 horas e a outra nas 16 horas seguintes;
- E)administrar 4 ml/kg/%SCT de solução coloidal de albumina nas primeiras 24 horas, dividindo o volume total em duas metades: uma nas primeiras 8 horas e a outra nas 16 horas seguintes.
ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 25Cirurgia GeralObstrução intestinal por bridas - manejo inicialFacilUm paciente de 48 anos apresenta-se no pronto-socorro com dor abdominal intensa e intermitente há 18 horas, com náuseas e vômitos. Ele relata não ter evacuado ou eliminado gases nas últimas 48 horas. Sua história patológica pregressa inclui uma apendicectomia realizada há 20 anos e uma cirurgia para correção de hérnia inguinoescrotal há 5 anos. O exame físico mostrou o paciente lúcido e apirético; sinais vitais: PA 125/80 mmHg, FC 90 bpm, FR 20 ipm, T 36,8 °C. O abdômen está distendido. Peristalse de luta apresenta ruídos metálicos e hipercinéticos. Sente dor à palpação difusa, porém sem sinais de defesa e com ausência de hérnias palpáveis. Os exames laboratoriais registram hemograma com leucócitos de 8.000/mm³ e eletrólitos dentro dos limites normais. Os exames de imagem revelam rotina de abdômen agudo, mostrando distensão de alças intestinais com níveis hidroaéreos, e sem evidências de tumorações. Diante desse quadro clínico, a etapa inicial mais apropriada para o manejo do caso é:
- A)colonoscopia urgente;
- B)administração de laxantes e observação;
- C)cirurgia imediata para exploração abdominal;
- D)alta com orientação para retorno no caso de persistirem os sintomas;
- E)administração intravenosa de líquidos, descompressão nasogástrica e observação. Acesso Direto
ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 26Cirurgia GeralFratura diafisária do úmeroMediaUm homem de 55 anos sofreu queda de uma altura de aproximadamente dois metros enquanto trabalhava em uma obra. Ele caiu diretamente sobre o braço direito estendido. No pronto-socorro, apresentava dor intensa, incapacidade de mover o braço direito e deformidade visível no meio do braço. As radiografias mostraram uma fratura diafisária do úmero com desvio. O exame neurovascular estava normal. O tratamento mais apropriado para esse paciente é:
- A)fixação externa;
- B)redução aberta e fixação interna;
- C)imobilização com uma tipoia e observação;
- D)redução fechada e imobilização com gesso;
- E)administração de analgésicos e alta para casa.
ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 27Cirurgia GeralTamponamento cardíaco traumáticoDificilApós um traumatismo torácico contuso, um paciente apresenta sinais de tamponamento cardíaco, incluindo hipotensão, taquicardia, aumento da turgência jugular e pulso fino. A conduta clínico-cirúrgica mais apropriada para esse paciente é:
- A)realização de pericardiocentese emergencial;
- B)ultrassonografia e punção aspirativa por agulha fina;
- C)administração de fluidos intravenosos e monitoramento contínuo;
- D)realização de toracotomia de emergência para drenagem do pericárdio;
- E)inserção de um tubo torácico para drenagem do espaço pleural esquerdo.
ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 28Cirurgia GeralSíndrome de dumpingMuito facilUm paciente de 58 anos foi submetido a uma gastrectomia subtotal devido a um adenocarcinoma gástrico. Após a cirurgia, ele desenvolveu episódios frequentes de sudorese, palpitações, tonturas e diarreia após as refeições. Essa complicação pós-operatória está relacionada:
- A)ao desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2;
- B)a uma trombose venosa profunda;
- C)à síndrome de dumping;
- D)ao aumento da densidade óssea;
- E)à presença de úlcera alcalina.
ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 30Cirurgia GeralApendicite complicada com peritoniteFacilUm homem de 26 anos, atlético, em boas condições físicas, se apresenta ao pronto-socorro com dor abdominal intensa no quadrante inferior direito, que começou há 3 dias e piorou progressivamente. Ele relata náuseas, vômitos e febre. Ao exame físico, está taquicárdico, febril (38,5 °C), com defesa muscular e dor à descompressão brusca no quadrante inferior direito. A palpação abdominal revela sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda. Uma tomografia computadorizada de abdômen revela apêndice distendido com parede espessada, líquido livre na cavidade abdominal e sinais de abscesso periapendicular. O diagnóstico mais provável e a abordagem mais adequada para esse paciente são, respectivamente:
- A)apendicite não complicada; apendicectomia laparoscópica com recomposição hidroeletrolítica e antibioticoterapia;
- B)apendicite perfurada com peritonite; apendicectomia aberta, drenagem do abscesso e antibioticoterapia;
- C)apendicite retrocecal; observação e antibioticoterapia;
- D)gastroenterite viral; hidratação oral e observação;
- E)doença inflamatória intestinal; corticosteroides e observação.
ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 32Cirurgia GeralHiperplasia nodular focal hepáticaMediaUma paciente de 23 anos realizou ultrassonografia abdominal de rotina, na qual foi observado nódulo sólido de 4 cm de diâmetro no fígado. Foi realizada tomografia abdominal com contraste venoso trifásico, que mostrou lesão hipercaptante, bem circunscrita, com cicatriz central localizada em segmento VII do fígado. Dentre os diagnósticos abaixo, o mais provável é:
- A)adenoma hepático;
- B)hepatocarcinoma;
- C)hemangioma hepático;
- D)hiperplasia nodular focal;
- E)colangiocarcinoma periférico.
ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 33Cirurgia GeralTrombose hemorroidária externaFacilUma paciente de 24 anos chega ao consultório relatando dor anal intensa há 4 dias. Ao exame, constata-se nódulo violáceo perianal de 1 cm, localizado posterior à direita, distal à linha denteada e muito doloroso ao toque. Dentre as condutas abaixo, a mais apropriada é:
- A)analgésicos tópico e oral, e banho de assento;
- B)excisão do trombo com anestesia local;
- C)ligadura elástica;
- D)escleroterapia com fenol;
- E)hemorroidectomia de urgência. Acesso Direto
ENARE Acesso Direto2025Acesso DiretoQuestao 34Cirurgia GeralEscore BISAP na pancreatite agudaFacilO escore BISAP tem sido amplamente utilizado na avaliação prognóstica da pancreatite aguda. Dentre os critérios abaixo, o único que NÃO faz parte desse escore é:
- A)presença de derrame pleural;
- B)glicemia maior que 200 mg/dL;
- C)ureia nitrogenada sérica maior que 25 mg/dL;
- D)idade maior que 60 anos;
- E)alteração do estado mental.