Medicina da Família e Comunidade · ENAMED

Questões de Medicina da Família e Comunidade do ENAMED

14 questões de Medicina da Família e Comunidade do ENAMED (2025) para Residência — Acesso Direto: os tópicos que mais caem e uma amostra para treinar de graça.

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Medicina da Família e Comunidade no ENAMED (tópico × ano)

2025
Topico2025
Competência cultural e saúde de populações1
Diabetes mellitus tipo 2 na APS1
Hipertensão arterial na APS1
Imunização do idoso1
Lombalgia inespecífica1
Luto e abordagem na APS1
Profilaxia antirrábica1
Profilaxia do HIV (PrEP/PEP)1
Profilaxia pós-exposição e ISTs1
Queimadura química ocular1

Tópicos de Medicina da Família e Comunidade que mais caem

  • Competência cultural e saúde de populações7% · 1 questão
  • Diabetes mellitus tipo 2 na APS7% · 1 questão
  • Hipertensão arterial na APS7% · 1 questão
  • Imunização do idoso7% · 1 questão
  • Lombalgia inespecífica7% · 1 questão
  • Luto e abordagem na APS7% · 1 questão
  • Profilaxia antirrábica7% · 1 questão
  • Profilaxia do HIV (PrEP/PEP)7% · 1 questão

Questões de Medicina da Família e Comunidade do ENAMED

Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.

ENAMED2025Fase unicaQuestao 12Medicina da Família e ComunidadeRastreamento e prevençãoMedia
Homem de 52 anos, branco, solteiro, comparece à consulta agendada na Unidade Básica de Saúde (UBS) desejando realizar revisão clínica e exames laboratoriais. Desde os 35 anos não faz acompanhamento de saúde. Relata história familiar de diabetes e hipertensão, e a mãe faleceu com câncer de pulmão. Sem história familiar de câncer de próstata. Fuma cerca de 2 maços por dia há 21 anos. Exame físico: pressão arterial de 120 x 80 mmHg, índice de massa corporal de 23 kg/m2, sem outras alterações. Considerando as recomendações de rastreamento para esse paciente, o médico de família e comunidade deve
  1. A)solicitar exames de colesterol total e frações, hemograma, glicemia de jejum, creatinina, PSA, radiografia de tórax, colonoscopia, realizar toque retal; orientar sobre a prática de atividade física regular.
  2. B)solicitar exames de colesterol total, glicemia de jejum, pesquisa de sangue oculto nas fezes, PSA, ofertar anti-HIV e HBsAg, realizar toque retal; orientar sobre participação no grupo na UBS para abandono do tabagismo.
  3. C)abordar mudanças no estilo de vida e cessação do tabagismo; acompanhar, em consultas longitudinais, as futuras possibilidades de exames complementares, quando o paciente atingir faixa etária para investigações adicionais.
  4. D)solicitar exames de colesterol total, HDL e triglicerídeos, glicemia de jejum, pesquisa de sangue oculto nas fezes, ofertar testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C; realizar abordagem sobre possibilidade de cessação do tabagismo.
ENAMED2025Fase unicaQuestao 19Medicina da Família e ComunidadeHipertensão arterial na APSFacil
Mulher de 82 anos, sem história prévia de hipertensão, comparece à consulta preocupada porque aferiu a pressão na farmácia há 1 semana e estava em 146 x 86 mmHg. Em outra aferição, há 2 semanas, na unidade de saúde, a pressão estava em 144 x 88 mmHg. No momento da consulta, a pressão está em 148 x mmHg. Não apresenta sintomas nem está em acompanhamento de outros agravos neste momento. Qual é a abordagem adequada nesse caso?
  1. A)Referenciar ao cardiologista para um manejo específico.
  2. B)Solicitar holter 24 horas e ecocardiograma para ampliar a avaliação.
  3. C)Prescrever losartana 50 mg, 1 comprimido à noite, com monitoramento da pressão arterial na unidade.
  4. D)Realizar uma conduta expectante, sem necessidade de medicamentos, com monitoramento de pressão arterial na unidade.
ENAMED2025Fase unicaQuestao 20Medicina da Família e ComunidadeProfilaxia do HIV (PrEP/PEP)Media
Mulher travesti de 28 anos, profissional do sexo, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) em demanda espontânea. Relata relações sexuais frequentes com diferentes parceiros, com uso inconsistente de preservativos, principalmente durante relações anais receptivas. Há 2 dias teve uma relação sexual desprotegida com um cliente que se recusou a usar camisinha. Nunca utilizou medicamento para profilaxia pré-exposição (PrEP) ou pósexposição (PEP) à infecção pelo HIV. Considerando que a paciente está assintomática no momento, qual a melhor estratégia de prevenção?
  1. A)Prescrever PrEP após resultado não reagente para HIV; indicar PEP após tratamento inicial e orientar rastreamento de ISTs a cada 3 meses.
  2. B)Oferecer teste rápido para HIV e sífilis; prescrever PrEP de início imediato; orientar sobre as vacinas disponíveis no SUS para seu grupo populacional.
  3. C)Realizar testagem rápida para HIV e sífilis; prescrever PEP mediante resultado não reagente para HIV e programar início da PrEP após término da PEP.
  4. D)Prescrever PEP e PrEP de forma concomitante; solicitar sorologias para ISTs; agendar retorno para analisar os resultados e revisar adesão ao tratamento.
ENAMED2025Fase unicaQuestao 27Medicina da Família e ComunidadeLombalgia inespecíficaFacil
Homem de 48 anos, auxiliar de pedreiro, procura Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor lombar iniciada há 3 semanas, de instalação insidiosa, sem irradiação. Relata que a dor piora ao final do dia e melhora parcialmente com repouso e uso de paracetamol. Nega perda de peso, febre, traumas, incontinência ou fraqueza nos membros inferiores. Ao exame físico, apresenta dor à palpação paravertebral em região lombar, sem alterações neurológicas. Com base na história clínica e no exame físico, qual o próximo passo na condução desse caso?
  1. A)Solicitar ressonância magnética da coluna lombar e encaminhar para a ortopedia.
  2. B)Solicitar radiografia lombar, prescrever corticoide oral e agendar o retorno após 10 dias.
  3. C)Orientar repouso, fornecer atestado de 7 dias e otimizar a analgesia com antidepressivo tricíclico.
  4. D)Explicar a natureza benigna, orientar analgesia e atividade física leve, com reavaliação em 4 a 6 semanas.
ENAMED2025Fase unicaQuestao 35Medicina da Família e ComunidadeLuto e abordagem na APSFacil
Mulher de 52 anos chega ao acolhimento de Unidade Básica de Saúde (UBS), muito chorosa, e relata: “Estou com dificuldade para dormir, não tenho comido direito, desde o ocorrido ... é o meu filho, sabe ... ele morreu há 3 dias ... e a dor no meu coração está muito forte, quase insuportável”. A paciente chora copiosamente e diz que sonha com uma pessoa gritando o nome de seu filho, relembrando o momento em que o tinha encontrado na rua, vítima de atropelamento. Após o primeiro acolhimento, ela fica um pouco mais calma, relatando que não pensa em se matar, que nunca tinha sido atendida por psiquiatra ou tomado medicamentos antes, mas que nesse momento precisa de muita ajuda. Diante do caso, qual a conduta adequada?
  1. A)Prescrever inibidor de recaptação de serotonina para alívio dos sintomas depressivos e ansiosos.
  2. B)Encaminhar ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) para seguimento intensivo com médico psiquiatra.
  3. C)Encaminhar para psicologia na atenção secundária para ofertar terapia psicanalítica breve.
  4. D)Acompanhar longitudinalmente para observação e ofertar apoio pela equipe da UBS.
ENAMED2025Fase unicaQuestao 45Medicina da Família e ComunidadeTuberculose em populações vulneráveisFacil
Paciente de 27 anos, em regime fechado em penitenciária, queixa-se de tosse há 2 semanas. Considerando a situação na qual se encontra esse paciente, o médico de família e comunidade deve
  1. A)encaminhar para internação clínica, objetivando rapidez no diagnóstico e garantia da segurança.
  2. B)solicitar radiografia de tórax, pesquisa laboratorial de Mycobacterium tuberculosis e garantir o tratamento em caso de positividade.
  3. C)solicitar internação social, a fim de garantir tratamento supervisionado, observado diretamente por 6 meses, caso seja confirmada a tuberculose.
  4. D)aguardar evolução, com uso de sintomáticos; caso a tosse persista por mais de 3 semanas, proceder à investigação diagnóstica de tuberculose.
ENAMED2025Fase unicaQuestao 50Medicina da Família e ComunidadeDiabetes mellitus tipo 2 na APSMedia
Homem de 55 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus, foi em consulta de rotina em Unidade Básica de Saúde (UBS) levando exames laboratoriais solicitados pelo médico na consulta anterior. Faz uso de metformina 850 mg, 3 vezes ao dia, e glicazida 30 mg, 1 vez ao dia, há mais de 6 meses. Os exames laboratoriais atuais apresentam hemoglobina glicada de 9,5% e creatinina sérica de 0,8 mg/dL. Qual das condutas é a mais adequada para o seguimento desse caso?
  1. A)Suspender os medicamentos orais, iniciar insulina NPH 10 UI subcutânea pela manhã e 20 UI à noite. Monitorar a glicemia pré-prandial, e, quando estiver controlada, medir a glicemia pós-prandial para avaliação da introdução da insulina regular.
  2. B)Aumentar a glicazida para 60 mg ao dia, aumentar a metformina para 1 g, 3 vezes ao dia, repetir exames em 1 mês. Iniciar insulina se estiverem alterados; pactuar com o paciente a possibilidade de insulinização no retorno.
  3. C)Manter a dose de metformina e glicazida, iniciar insulina NPH 10 UI subcutânea à noite, associada à monitorização glicêmica de jejum. Ajustar 2 a 3 UI a cada 2 a 3 dias, até atingir a meta da glicemia de jejum.
  4. D)Trocar a glicazida por glibenclamida 20 mg por dia, aumentar a metformina para 1 g, 3 vezes ao dia, solicitar novos exames em 1 mês. Pactuar com o paciente a possibilidade de insulinização no retorno.
ENAMED2025Fase unicaQuestao 55Medicina da Família e ComunidadeImunização do idosoMedia
Ao visitar um idoso acamado de 80 anos, restrito ao lar e dependente em relação às atividades de vida diária, a médica de família e comunidade verificou que ele não havia recebido as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde para os idosos. Ao questionar a filha de 55 anos, principal cuidadora, sobre a vacinação do idoso, ela respondeu que o pai é muito frágil e não iria aguentar os efeitos colaterais, e como ele é restrito ao lar, a família preferiu não vacinar. Assinale a alternativa que inclui, respectivamente, vacinas disponibilizadas no calendário de imunização nacional para o idoso e uma forma de abordar a situação encontrada.
  1. A)Pneumocócica 23-valente, 1 dose, com reforço em 5 anos; dupla adulto (dT – contra difteria e tétano), a cada 10 anos; contra influenza e covid-19, anualmente; contra hepatite B, 3 doses. Agendar uma nova visita domiciliar com mais membros da família para dialogar sobre a situação.
  2. B)Contra influenza e covid-19, anualmente; dupla adulto (dT – contra difteria e tétano), a cada 10 anos; contra hepatite B, 3 doses; contra herpes-zoster, 2 doses. Fazer denúncia ao Conselho Municipal do Idoso sobre não vacinação do idoso.
  3. C)Pneumocócica 10-valente, 1 dose, com reforço em 5 anos; dupla adulto (dT – contra difteria e tétano), a cada 10 anos; contra influenza e covid-19, anualmente; contra hepatite B, 3 doses. Solicitar que a filha assine um termo de responsabilidade em relação à não vacinação do pai.
  4. D)Pneumocócica 10-valente, 1 dose, com reforço em 5 anos; contra influenza e covid-19, anualmente; contra herpeszoster, 2 doses; dupla adulto (dT – contra difteria e tétano), a cada 10 anos. Respeitar a autonomia da filha sobre a vacinação, uma vez que é a cuidadora responsável.
ENAMED2025Fase unicaQuestao 76Medicina da Família e ComunidadeProfilaxia pós-exposição e ISTsMediaAnulada
Mulher de 28 anos, estudante universitária, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta agendada. Refere ter realizado seus últimos exames de rotina há cerca de 3 anos, com resultados normais. Faz uso regular de anticoncepcional oral combinado há 2 anos, não faz uso de preservativo. Relata que seu namorado apresentou uma úlcera no pênis, há cerca de 30 dias, tratado com uma injeção de benzetacil. Ele fez um teste rápido para HIV e deu reagente. Teve sua última relação sexual com ele há 2 dias. Exame físico sem alterações. O manejo inicial para essa paciente é
  1. A)solicitar teste rápido para sífilis, HIV e hepatites B e C. Em caso de teste reagente para sífilis, prescrever penicilina G benzatina. Prescrever 1 comprimido de tenofovir/ lamivudina (TDF/3TC) 300 mg/300 mg + 1 comprimido de dolutegravir (DTG) 50 mg ao dia, durante 28 dias.
  2. B)solicitar sumário de urina e anti-HIV. Prescrever azitromicina 1 g, dose única, via oral e, em caso de piócitos aumentados e nitrito positivo, prescrever fosfomicina trometamol 5,631 g, dose única, via oral. Solicitar a vinda do namorado para confirmação do teste para HIV.
  3. C)solicitar VDRL e anti-HIV. Realizar abordagem sindrômica e prescrever doxiciclina 100 mg, de 12 em 12 horas, via oral, por 21 dias, juntamente com fumarato de tenofovir desoproxila (TDF) 300 mg e entricitabina (FTC) 200 mg, 1 comprimido ao dia, durante 3 meses.
  4. D)solicitar urocultura, colpocitologia oncótica e anti-HIV. Em caso de presença de Escherichia coli e Trichomonas vaginalis, prescrever ciprofloxacino 500 mg, de 12 em 12 horas, via oral, por 7 dias, e metronidazol creme vaginal, por 7 noites.
ENAMED2025Fase unicaQuestao 77Medicina da Família e ComunidadeCompetência cultural e saúde de populaçõesFacil
Uma equipe de saúde da família realiza atendimento itinerante a comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas na Região Amazônica. Em visita, uma médica recém-chegada observa que uma mulher ribeirinha evita contato visual durante a consulta e responde às perguntas apenas com monossílabos. Em outra situação, um indígena da etnia Tikuna não aceita ser atendido sozinho e insiste na presença de um pajé da comunidade. A abordagem adequada que a equipe deve adotar é
  1. A)investir na padronização de rotinas clínicas e na capacitação da equipe para comunicação técnica propositiva e objetiva.
  2. B)promover espaços formativos para a equipe assistencial, reconhecendo saberes e práticas das populações atendidas.
  3. C)reforçar a autonomia profissional da médica, mantendo as condutas clínicas baseadas em evidências científicas.
  4. D)estabelecer rotinas padronizadas uniformes de atendimento para ribeirinhos e indígenas.
ENAMED2025Fase unicaQuestao 78Medicina da Família e ComunidadeSaúde da população transFacil
Paciente de 21 anos comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para uma consulta agendada. Durante o atendimento, diz que se reconhece como um homem trans e que está em processo de afirmação de gênero. Relata que, nos últimos meses, tem buscado apoio em grupos de pessoas trans, começou a usar um binder (faixa de compressão torácica) e que cogita iniciar terapia hormonal no futuro. Refere que não apresenta sofrimento psíquico intenso relacionado à sua identidade de gênero, mas sente que precisa de informações adequadas sobre os próximos passos e sobre cuidados com a saúde. Não apresenta sintomas depressivos, ansiosos ou psicóticos. Qual é a conduta mais adequada a ser adotada?
  1. A)Solicitar avaliação psiquiátrica para diagnóstico de disforia de gênero antes do acompanhamento na UBS.
  2. B)Iniciar terapia hormonal na UBS, conforme estabelecido no processo transexualizador do SUS, e marcar retorno em 8 semanas.
  3. C)Encaminhar paciente para serviço especializado e informar que o seguimento relacionado à transição de gênero deve ser feito com especialista.
  4. D)Esclarecer que tal identidade de gênero não é transtorno mental, oferecer acompanhamento contínuo na UBS e orientar sobre cuidados gerais de saúde.
ENAMED2025Fase unicaQuestao 90Medicina da Família e ComunidadeProfilaxia antirrábicaMedia
Homem de 23 anos, previamente hígido, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) relatando que há cerca de 2 horas foi mordido por um gato de rua ao tentar retirá-lo de cima de uma árvore. A mordida resultou em feridas cortocontusas nos dedos da mão esquerda. Paciente nega episódios anteriores de agressões desse tipo. O animal, que não pertence a ninguém da vizinhança, fugiu após ser resgatado. Na cidade, no ano anterior, houve a confirmação de raiva em felinos. A conduta adequada no atendimento imediato ao paciente é
  1. A)higienizar adequadamente e suturar as lacerações; aplicar o soro antirrábico; prescrever 1 dose de penicilina benzatina 1,2 milhão de UI.
  2. B)lavar os ferimentos com antissépticos; aguardar a busca ativa do animal pela zoonose para início da profilaxia; aplicar reforço da vacina dT (difteria e tétano).
  3. C)lavar os ferimentos com água corrente abundante e sabão; administrar a vacina antirrábica em 4 doses, nos dias 0, 3, 7 e 14; aplicar imunoglobulina humana antirrábica.
  4. D)higienizar com solução antisséptica; administrar a 1ª dose da vacina antirrábica; na presença de qualquer reação adversa, contraindicar as doses subsequentes; aplicar o soro antirrábico.
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